Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O professor (mualim) turco SEMSI EFENDI (Shimon Zvi, 1852-1917) não frequenta dicionários, porém volta e meia reaparece em “Tições” (livro que “denuncia” descendentes de judeus para inabilitá-los socialmente), apesar de sua obra extraordinária, que de uma escolinha de fundo de quintal, cresceu até formar um Sistema de Ensino e chegou a uma universidade contemporânea (Feyziye Mektepleri Vakfi) com 4600 alunos. SEMSI EFENDI era oriundo de família pobre e discriminada (donmé e descendente de um irmão de Shabetai Tzvi), ele começou a vida como balconista de loja, mas, como possuía capacidade lógica e de explicação, passou a ensinar particularmente, fundou depois uma escolinha em 1885. Ela tinha valores definidos, era laica, republicana e ensinava uma língua europeia, etc. O seu sucesso didático trouxe o foco para si. Todos jogam que ele é culpado por Kemal Atatürk (1881-1938), o reformador que transformou um antigo sultanato islâmico numa republica laica, ter aprendido estes valores com ele.

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