Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O príncipe tártaro Nabok Mirza tinha uma limitação vocabular e o verbo que ele conjugava com mais frequência era “saquear”. A descrição de Moscou que os viajantes faziam da cidade e do seu entorno deram-lhe ânimo para a empreitada. Ele reuniu os soldados para a tarefa, porém no império russo ofertaram-lhe os mesmos privilégios principescos se deixasse o Islamismo e ficasse – ele deixou. Os seus filhos, os netos, casaram-se com filhos e netos de cavaleiros bálticos ou alemães. Seis séculos mais tarde o epicanto dos seus descendentes já não era notado nos salões de nobreza russa. Mesmo apeados dos cavalos, os descendentes de Nabok Mirza continuavam com as rédeas do poder. V. D. Nabokov, Ministro da Justiça da Criméia, morreu num atentado, onde não era o alvo. O filho VLADIMIR NABOKOV (1899-1977) abandonou tudo na Rússia e chegou ao EUA, depois de uma longa deambulação. Lá esperava ganhar o pão de cada dia como lepidopterologista ou enxadrista, mas, não conseguiu. No intervalo destas buscas escreveu alguns livrinhos. Nenhum deles banal. Feliz aniversário (23/04), Sr. Nabokov.

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