Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O Dr. Mindlin disse que “A cinza das horas” (1917) do Manuel Bandeira era singular pela raridade. É impossível encontrar a edição princeps, se não entre os grandes bibliófilos. A poesia é sensível, mas, há outra singularidade, o ex-libris egípcio desenhado por um amigo do pai de M. B., para o livro: o ALBERTO CHILDE (1870 - 1950). Quem? Alberto Childe... O egiptólogo A. C. escondia o tenente russo Vanítsin, que depois de uns charivaris habituais na Rússia procurou o Egito como terra de refúgio, onde aprendeu o ofício e dali veio para o Brasil, com o novo nome. Além de cuidar das múmias do Museu Nacional ele desenhava ex-libris para os amigos. Sempre com motivos egípcios... “(...) Em 1, estão as 2 iniciaes M. B. E depois o determinativo sesh = escribo (sic), composto da palheta e do cálamo. Em 2 vem: ordem ger urt, isto é = docemente e fortemente – que é a tradução mais correcto (sic) do seu thema – Isto tudo se lê da direita para a esquerda (...)”.

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