Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

“Não sabe escrever, Turco burro?”. É verdade, ele não sabia escrever em letras latinas (basta olhar como ele assinou a entrada no Brasil), mas, sabia reconhecer a ofensa. Imagine, na hora de fechar as portas de sua loja, o Bazar Centenário, um cliente pedir a nota fiscal de um pente (15 cruzeiros), quando o limite mínimo era 50. AHMAD NAJJAR parou de escrever e partiu para cima do cliente incômodo, os empregados, também....o cliente, tenente Tavares, saiu de perna quebrada. O grito de guerra despertou a turba: “vamos pegar os turcos”. Durante seis horas desta noite (09/12/1959) e nos dois dias seguintes as lojas pertencentes aos árabes em Curitiba foram atacadas, algumas destruídas e até a casa do jesuíta Kaluf foi apedrejada. A Repressão disse stop e a “Guerra do pente” acabou. É assim, desde a revolta da “Carne sem osso, farinha sem caroço” em Salvador (1858), ou mesmo antes; o monstro da insatisfação com os preços só espera a oportunidade...

Nenhum comentário:

Postar um comentário