Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Foi a palavra mais difícil que aprendi na infância: esquistossomose. É o nome da segunda doença mais difundida no mundo, que afeta 200 milhões de pessoas em 74 países. Conhecida também como “bilharzíase” (em homenagem o seu primeiro estudioso, o alemão T. M. Bilharz). Ela é tão antiga que foi encontrada entre múmias egípcias e no Brasil, na população ribeirinha, tanto que o nosso primo o médico Clarival do Prado Valadares, escreveu que a “xistosa” devia constar do brasão de Santo Amaro da Purificação. Mas o que fazer com ela? Nos anos Cinquenta passou pelo Brasil o então estudante etíope de medicina AKLILU LEMMA (1934-1997) em busca de uma solução para o problema. Descoberto o ciclo da doença, se percebia onde ele devia ser interrompido com mais eficiência. Olhando as lavadeiras de sua terra, Aklilu Lemma viu que na jusante do rio, havia caracóis mortos, ao pé de uma árvore chamada Endod. Baseado nisto criou um extrato desta árvore para ser o moluscicida destes caracóis. Estava inventado um remédio barato: “Criamos um medicamento pobre para uma doença de pobres”. AKLILU LEMMA ganhou o Nobel Alternativo (1989) e morreu num 5 de ABRIL como hoje.

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