Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Caminhemos (sic) e andemos (sic) / Louvaremos a Israel? Que nos livrou do Egipto, / Daquele rei tão cruel (...)”. Este é o início da “Oração da Água”, uma das centenas de orações que foram preservadas pelos descendentes de cristãos-novos, rezada ainda hoje por algum velhinho português, no 14º da lua nova de março (ou abril), quando se comemora a PÁSCOA – um mês depois do “jejum da rainha Ester”. Durante uma semana se abstêm do trabalho, reúnem-se as famílias e comemoram a sua maior festa. Alimentam-se de peixe (a carne é excluída), ovo cozido, arroz e pão ázimo, acompanhado pelo vinho. Simbolicamente engolem três folhas de língua de pássaro, de alface e de salsa. Em algum momento atravessam a pé um ribeiro ou riacho, e em Bragança, Paulino de Sá Pereira, o Veneza, encenava a peça musical “Páscoa das Flores” de sua autoria, no quintal de casa, para lembrar-se da travessia (pessach). Tudo feito em “segredo” (como se isto fosse possível) ...

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