Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 22 de abril de 2014

A velhinha paquistanesa não consegue compreender a movimentação em sua casa, pois, volta e meia aparece uma ruma de gente, com um ataude fechado para sepultar no quintal da propriedade, ao mesmo em que se sabe que alguém da família desapareceu. A última desaparecida foi a neta Benazir, outro neto e antes deles o seu filho Zulfikar. Muitos anos depois alguém encontrou nas tralhas do presidente francês Valery Giscard d´Estaing uma carta que explica o mistério: “(...) Desde a idade de 15 anos, eu venho travando uma batalha cruel e ininterrupta pela liberdade. Trabalhei lado a lado com Nehru e Jinnah. Vi De Gaulle em seu esplendor real. Mao Tsé-tung deu-me a honra de seu respeito. Para mim, política, poesia, romanesco, se misturam. O mais brilhante de meus idílios foi o que tive com o povo (…) Existe tanta beleza na beleza do mundo que ela (a espécie humana) não poderá extinguir-se totalmente na vitória dos moribundos sobre os mortos. Alguma coisa ficará. O suficiente para que ela floresça novamente, um dia (...)” ZULFIKAR ALI BHUTTO, político paquistanês foi enforcado num 4 de ABRIL... A carta foi escrita a G. d´E. dias antes.

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