Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Meu carinho pelo romancista carioca JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS (1920-1984) é por razões afetivas. Ele foi o segundo autor brasileiro a usar um Valadares como personagem que migrou do mundo real para o ficcional (o primeiro foi Machado de Assis, com o “Jacob Valadares”, o personagem mais honesto que ele conhecia; e depois de Vasconcelos, o romance “O segredo do Oratório” de Luize Valente, P. V.). Em Portugal o Camilo Castelo Branco retratou nossa prima Maria Angélica Valadares no romance “Maria Moisés” (tenho partes do processo original que deu origem ao romance). Pois o Zé Mauro trouxe as páginas do seu roman a clef “Meu pé de laranja lima” (1968) o imigrante solitário de Folhadela, MANUEL VALADARES, o “Portuga”, vizinho do menino Zezé (o autor quando criança) no subúrbio carioca. O menino é muito pobre, não tem o carinho dos pais, pois estes só desejam ficar livre dele, nem que fosse a bordoadas. Neste espaço de descarinho ele encontrou o solteirão M. V., que é uma alma serena e trata o menino com bondade e ternura... O Zé Mauro nasceu num dia como hoje (26/02). Feliz aniversário. Os seus leitores ainda se lembram de você.

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