Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Depois de mil dias juntos sob o teto da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, o grupo de estudantes de História, que autodenominou-se “Turma Caio Prado Jr.”, conseguiu obter a sua Licenciatura em 1991. A trajetória foi semelhante: entramos para Rede Pública paulista (ensino médio e fundamental) por concurso público – classificados entre os melhores; depois, alguns foram para Rede Municipal, também pelo mesmo processo e mais tarde para os grandes Sistemas de Ensino (Anglo e Objetivo) e escolas católicas. Nenhum tinha expectativas exageradas para o exercício da profissão, apenas esperávamos exercê-la com dignidade. Depois de três governadores e vários secretários de Educação, alguns perceberam que eles não tinham o menor interesse no tema – ele é apenas um anzol para capturar os incautos eleitorais. Isto explica nossas migrações dentro dos sistemas e nos casos especiais, do MARCONDES, que tornou-se um criativo executivo da FRANCE PRESS e o CONCHAL (Adílson Martins), de uma empresa de distribuidora de eletricidade. Ontem na casa de RENATO, o altruísta de sempre, lembramos de nossos colegas: desde o decano (segundo ele, era sobrevivente do desabamento do Cine Rink em 1951) O*, que acordava nas madrugadas para soltar balões e cujo filho aparecia na classe para exortar o pai a não colar (cábula) nas provas; MÁRIO e uma exótica teoria de Avilús (nem Harvard sabe disto); sentimos falta da boníssima MANUELA, que via o mundo pelas lentes do Dr. Pangloss, o que fez Marcondes e Eu criarmos um esporte, “sujar os carneiros brancos da M.” - quando no começo e intervalos das aulas contávamos didaticamente a ela as descobertas negativas da Humanidade. Da turma só um morreu, contraditoriamente, ANTONIO CARLOS GOMES, o “Vivo” (para diferenciá-lo do músico campineiro). O A*, encontra-se em lugar incerto e não sabido, pois, ao vencer um prêmio da TV Globo como o melhor professor, teve que mudar a identidade, para que bandidos-espectadores não o sequestrassem em busca do botim bonsai... Mas foi engraçado (e até comovente) ouvir no final o Conchal dizer que sairia mais cedo, pois precisava buscar a filha Marina, que trabalha com gastronomia em S. Paulo...É, como dizia o locutor Fiori Gigliotti, “o tempo passa, torcida brasileira”. Passa mesmo, mas, em muitos casos, nos fez melhores, até na hora da fotografia. FOTO: Parte de nossa turma. Susi Furlan, Conchal e Marcondes. Na segunda fileira: P. V., Marli e Renato. Fotógrafo: Edson Joaquim (de uma turma anterior a nossa e casado com a Marli).

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