Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

(…) Toque de sacristão, de alarme, de tristeza fúnebre, de parto, de Nosso Pai (comunhão levada para enfermo), de agonia (anunciar a morte iminente de alguém), de anjinho (falecimento de criança), de Aragão (recolher as 22hs) foram modos da autoridade comunicar-se com a comunidade existente na Romanitas. O sino que está ali desde 1781 na torre esquerda da igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Ouro Preto, se apresenta: “Chamo-me Elias. Pelo clamor de minha voz desfaçam-se as nuvens em chuva e destrua-se a falsidade” (em latim na campânula). De Ouro Preto saíram para a fogueiras da Inquisição: o médico DIOGO CORREIA DO VALE, natural de Vila Real, em 1732; o lavrador LUIS MIGUEL CORREIA, natural de Viseu, em 1732 e o comerciante MANUEL DA COSTA RIBEIRO, natural de Celorico da Beira, em 1737. Quando procurei entender o verdadeiro carisma do Carmo, dentre outras coisas, visitei o Elias em busca de pistas para compreender a atração que a Ordem exerce sobre os judeus (da vetusta Santa Teresa de Ávila ao contemporâneo frei Daniel Rufeisen), assim como a do Rosário, atrai os afro-brasileiros para o culto católico...

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