Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Rua da Misericórdia nº 6. É o Museu da Santa Casa de Misericórdia em Salvador. A Sala de reuniões é soberba. Móveis antigos e bonitos, junto a uma galeria de retratos dos Provedores da instituição. Uma tela chama a atenção, é a do Antonio da Silva Paranhos, Provedor e Capitão-Mór da Bahia. A casa foi na sua época o lugar da nobreza local, com os requisitos de poder familiar e “sangue limpo”. Os retratos são parecidos, os Provedores em tamanho natural, trazem na mão a carta de nomeação. A exceção é Antonio da Silva Paranhos, que apenas mostra um montão de dinheiro que deu a instituição. O realismo tripeiro transmitiu-se na família Silva, originária da freguesia de Paranhos, no Porto, até chegar ao sobrinho-bisneto José Maria da Silva Paranhos Júnior (1845-1912), BARÃO DO RIO BRANCO, filho do Visconde do Rio Branco, um dos políticos mais importantes do II Reinado. O Barão do Rio Branco fez muitas coisas, desde tomar banhos, nu, no rio Tamanduateí em S. Paulo; namorar atrizes e coristas, porém o seu nome está ligado a diplomacia brasileira. Construiu o MRE, entre 1902 a 1912, como uma entidade de excelência e de cultura aristocrática. Através de sua caneta e mapas deixou fronteiras sólidas para o país. 900 mil km2 foram reunidos ao centro – uma França e Alemanha juntas, sem precisar dar um tiro sequer. Recusou a ser indicado ao Prêmio Nobel de 1911. O Sr. Barão morreu em 10 de fevereiro de 1912. Requiescat in pace.

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