Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Paris foi a periferia dos muito-ricos brasileiros no começo do século passado. Era a terra da cultura, do prazer e da modernidade científica. Quando o Alberto [Santos Dumont] terminou o ginásio, na escola Culto a Ciência aqui de Campinas, o pai lhe deu um talão de cheques e mandou-o para Paris, para ele se entender com a dirigibilidade no ar. Outros iam para conhecer a modernidade literária. E assim foi com Oswald de Andrade, com o Eduardo Prado (modelo para a Cidade e as Serras, do Eça de Queiróz). Eles iam com todo conforto: uma família paulistana seguiu para Paris, levando além da criadagem, a vaca de estimação no navio, para garantir-se com o leite fresco. Muitos deles aproveitavam a temporada local e casavam (a contragosto dos pais) com francesas. O casamento assimétrico entre estes aristocratas tropicais e jovens da classe média francesa, causavam desconforto na geração dos pais – o medo que elas fossem confundidas com cocotes aposentadas trazendo uma nódoa para os seus descendentes. HORÁCIO GOMES LEITE DE CARVALHO JUNIOR, riquíssimo neto do Barão de Monteiro de Barros, também vivia em Paris. Foi lá que encontrou LILY MONIQUE LAMB (1921-2011), filha de um guarda-livros inglês radicado na França e miss Paris 1938. Ele não teve dúvidas, despachou-a para o Brasil, onde casou-se com ela. Viuva, ela casou-se em 1991 com ROBERTO MARINHO (1904-2003), dono das Organizações Globo, e um dos homens mais ricos do mundo.

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