Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os BERNALS por suas convicções, parecem sempre estar subindo indignados uma escada rolante, que desce trazendo a multidão conformista. Eram judaizantes em pais católico e com fogueiras da Inquisição; comunista no Ocidente durante a Guerra Fria. Porém não esmoreciam nas suas crenças. Se não vejam: MANUEL NÚÑEZ BERNAL foi queimado como judaizante em 1655. A sua morte agitou os parentes que viviam em Cachoeira (Bahia) e na Holanda, onde eles publicaram. “Elogios que zelozos dedicaron a la felice memoria de Abraham Núñez Bernal, que fue quemado vivo santificando el Nombre de su criador em Cordova a 3 de mayo de 5414”. O predicador foi o rabino Aboab. Poucos anos depois, em 1670, eles se mudaram da Holanda para a Inglaterra, onde negociavam tabaco como outros judeus ibéricos. Em 1840, JACOB DE ISAAC HAIM GENESE BERNAL, converteu-se a Igreja da Irlanda e mudou-se para a Irlanda, para administrar uma ferrovia. O seu neto, JOHN DESMOND BERNAL (1901-1971), foi um grande cientista, pioneiro na cristalografia em raios-X e biologia molecular, mas, que aderiu ao Comunismo. Durante a Guerra, trabalhou com Lord Mountbatten no Projeto Habacuc e como tenente das forças britânicas foi ele quem levantou todos os dados para que acontecesse a DIA D, o desembarque na Normandia. Mesmo assim, por razões ideológicas, ele não ganhou o Premio Nobel, que foi dado a alguns de seus alunos. Um dia ele passou pelo Brasil...

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