Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O zeide (avô em ídiche) Elbein e o zeide Feffer, que vieram do Império Czarista para a Argentina, provavelmente não entendiam o caminho da neta JUANA no Brasil. No começo dos anos Sessenta ela veio estudar a população de origem nagô em Salvador. Por lá encontrou e casou-se com sacerdote, escritor e artista plástico MESTRE DIDI (Deoscóredes Maximiliano dos Santos, 1917-2013), trineto em linha matrilinear de Marcelina da Silva, Oba Tossi, fundadora da primeira casa de candomblé no Brasil, o Ilê Axé Airá Intilé por volta de 1837, da nobre parentela Asipá, do reino de Oyó e Ketu em Benin. Juana foi iniciada depois nos segredos desta casa, construiu uma tese na Sorbonne, que deu origem ao livro: “Os Nagô e a morte”. O seu trabalho não é uma ruptura, é uma forma de tradução como os dos antigos turjimões judeus, apresentar numa língua conhecida algo que se desconhecia.

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