Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O que é ser “brasileiro”? Depende de onde você esteja. Se for em Portugal do século XIX ele é um retornado da ex-colônia que voltou depois de tentar ou obter fortuna. Se for no Togo, é o descendente de um ex-escravo que viveu no Brasil e voltou a África como “católico”. De qualquer forma é alguém que fez o caminho inverso das grandes migrações. O Dr. BERNARDINO LUÍS MACHADO GUIMARÃES (1851-1944) nasceu no Rio de Janeiro, neto de ricos comerciantes portugueses e retornou a Metrópole, onde casou-se com a carioca Elzira Dantas (para ser franco era ela que merecia o post) e tiveram 18 filhos. Bernardino Machado era filho de Barão (de Joane), mas, fez a sua caminha nas hostes republicanas, até ser eleito Presidente da Republica Portuguesa por dois curtos períodos, entre 1915 e 1917, 1925 e 1926. Já o Dr. SYLVANUS OLYMPIO (1902-1963) também nasceu numa riquíssima família togolesa, que lhe pode dar uma educação primorosa: estudou Economia em Londres e falava seis idiomas. O seu avô fora o mulato Francisco Olympio da Silva que nascera na Bahia e migrara para a África junto com tantos outros ex-escravos em busca de Liberdade. Pois, o Dr. Sylvanus, dirigiu a Unilever africana e foi o primeiro Presidente da República do Togo entre 1960 a 1963. Nenhum dos dois Presidentes brasileiros tiveram êxito na vida pública: BERNARDINO MACHADO comeu o pão do exilado, enquanto SYLVANUS OLYMPIO, foi assassinado numa madrugada de janeiro por um destes sargentões com vocação de office-boy.

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