Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O menino africano DEVODÊ (1856-1924) chegou a Bahia aos oito anos como escravo. Foi comprado pela família Branco e renomeado JOAQUIM FRANCISCO BRANCO. Aqui ele trabalhou bastante, até ser alforriado e assim pode voltar para Lagos, Nigéria. Não desligou-se totalmente do Brasil, tornou-se exportador das frutas obí e orobô para a Bahia e importador de carne seca, fumo e cachaça. Chegou a ser um homem muito rico, tanto que em 1919, redigiu o seu Testamento e deixou um fundo para a educação dos netos, bens para os filhos, sobrinhos, afilhados e sobrinhos. Fez grandes doações para a Igreja Católica e as várias denominações Protestantes. E a surpresa: “(...) a Belmira da Conceição Branco, filha de meu falecido amo [proprietário] U. Joas Francisco Branco, de Figueira da Foz em Portugal, na Europa, 500 libras (...)”. A filha do seu dono que empobrecera e voltara para a Pátria. Nos confins da África ele soube disto. “O mundo gira e a Lusitana roda”

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