Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Nomes de famílias, apelidos ou sobrenomes, foram escolhidos em algum momento do passado baseado numa característica pessoal do utente (Gordo, Moreno, etc), num patronímico (de Rodrigo, Rodrigues; de Pedro, Peres, etc); tirado de uma profissão (Carpinteiro, Pastor, etc), religiosos (Rosário, Carmo, etc) e toponímicos (de uma cidade ou região, Lisboa, etc). São estas as principais fontes de sobrenomes, porém estas formas não esgotam as fontes de nomeação. Escolhi duas formas que fogem a citações: Numa guerra contra os vizinhos castelhanos, o capitão penamacorense MANUEL ROBALO DO AMARAL, aprisionou um batalhão inimigo comandado por D. ANTONIO PIGNATELLI, filho do Vice-Rei da Sardenha. Resultado, ele recebeu …. do seu cativo, “as armas, o nome Pignatelli, e a condição de parente”. Portanto, os portugueses Pignatelli (Graciosa) não tem ascendência italiana. Outro caso é o do escritor piemontês UMBERTO ECO (1932), neto de uma criança abandonada – normalmente na Itália estas crianças recebiam ao serem registrados o sobrenome Proietti ou Esposito (na Bahia, quem passou pela Roda dos Enjeitados de Salvador, o Mattos, em homenagem ao filantropo Matinhos). No caso do avô de Umberto Eco, ele recebeu o acrônimo de ex caelis oblatus (oferecido pelos céus). Há outros casos...

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