Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

MIGUEL TELES DA COSTA (1655-1717) nasceu em Trancoso, numa bem-sucedida família cristã-nova de comerciantes. Ele chegou ao Brasil como Capitão-Mór de Paraty (1702-5), posteriormente adentrou MG a dentro e em Rio das Mortes montou uma estalagem e plantou milho e feijão. Os seus negócios atingiam até o Nordeste – um dos parceiros econômicos foi o médico e “financista” Manuel Mendes Monforte (pertencente a nossa parentela R.S.) em Salvador. Denunciado a Inquisição em 1710, foi condenado por judaizante, teve os bens confiscados. Morreu louco e como indigente. Há uma biografia escrita pela historiadora Rachel Mizrahi: A Inquisição do Brasil: um capitão-mor judaizante (1984). Nos anos Oitenta reconstruindo a genealogia do Visconde de Francos (Fernando da Fonseca Mesquita e Sola, 1795-1867), primeiro militar de origem integralmente cristã-nova a comandar o Exército português, conheci o Dr. Julian Kemper, de Surrey, genealogista da parentela “de Sola” e foi através dele que consegui, ligar o ramo português aos da diáspora extra-ibérica, notadamente uma dinastia rabínica (Abraham de Sola, Abraham Pereira Mendes, Frederick de Sola Mendes, David Aaron de Sola, David de Sola Pool, etc.). Lembrei dele ao pensar na FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty, onde se celebra o Livro, razão de atrair muitos judeus, suficientes para ter-se um minian para um Kaballah Shabbat. Minha sugestão, que tal, arranjarmos um modo de homenagear o filho de Israel mais antigo de Paraty nesta festa literária?

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