Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Imagine a situação: ARYSTARCH KASZKUREWICZ (1912-1989) é um advogado conhecido, fala nove idiomas e vem a Guerra, onde uma granada lhe arranca as duas mãos e lhe cega o olho esquerdo. Neste momento ele toma uma decisão bem difícil, abandona o Direito e resolve estudar arte na Alemanha e dedicar-se a arte sacra, mesmo sabendo que não há mercado para o gênero naquela Europa. Mas o Brasil (como qualquer outro país) não aceita imigrantes mutilados. O que fazer? Ele sabe da existência de uma dinastia renana de vitralistas em S. Paulo, Brasil, os Sorgenicht – donos da Casa Conrado. Oferece os seus serviços e conta-lhes a dificuldade. Imediatamente os círculos católicos se movimentam e o Dr. Getúlio autoriza a sua entrada no Brasil. Como desenhista de vitrais no Brasil, ele usou um maquinário para substituir as suas mãos e semeou beleza nas igrejas católicas de Campinas, Americana, Jundiaí, Santo André, Itatiba, Itatiaia, Cuiabá, Passo Fundo, Erechim, Fortaleza, S. Paulo e o Rio de Janeiro. Em Campinas ele criou os vitrais das igrejas de Santa Rita de Cássia (Nova Campinas), de S. Antonio (Ponte Preta) e o mural da paróquia da N. S. Auxiliadora. O futuro do Homem é insondável.

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