Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

- Hey, guy, o que você está fazendo com esta mulher na cama? - Mildred é minha esposa ... - Isto é mal! Vocês estão presos de acordo com as leis de Virgínia, disse o xerife Brooks. O diálogo entre o xerife de Central Point, Virgínia, deu-se numa madrugada de 1958, depois de arrombar com os seus bate-paus a casa do pedreiro branco RICHARD LOVING (1933-1975) e de sua esposa cafusa (mistura de cherokee e afrodescendentes) MILDRED (1939-2008). Ele fazia uso da lei que proibia o casamento interétnico na Virgínia. Os LOVING eram casados em outro estado. Considerados culpados, eles se propuseram a mudar-se para Washington, onde tocaram a vida, porém um dia sentiram falta do convívio com suas famílias e buscaram a justiça para resolver o problema. O procurador Bernie Cohen levou o caso a Suprema Corte, onde ela derrubou a lei segregacionista em 1967, permitindo legalmente o casamento interétnico, o que já acontecia na prática. Nestes anos de turbulência o casal LOVING comprou três bercinhos, afinal, chegaram os filhos Peggy, Donald e Sidney.

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