Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

“Chame um TAXI para mim (...)”. Provavelmente quem fez associar a palavra com o veículo de aluguel nunca ouviu isto. Os lombardos Tassos eram chamados assim, pois, viviam da cobrança de impostos ou taxa. Um deles ganhou a “concorrência” no séc. XIII para fazer o serviço postal entre Milão, Veneza e Roma – o que significava levar correspondência, pacotes, pessoas, fazer e receber pagamentos entre estes lugares. A empresa trouxe várias novidades para o setor, como postos pré-determinados onde se trocavam os cavalos, horários fixos, e claro carros e cavaleiros fardados. Em alguns lugares tomavam conta da estrada e eram remunerados com o pedágio. A eficiência da empresa chamou atenção e assim foram convidados para fazer o mesmo serviço para o Sacro Império Romano, sob o nome de THURN und TAXIS. O que fizeram entre 1512 e 1867. Enriqueceram tanto que em 1624 o chefe da família recebeu o título de “príncipe”. O que lhes permitiu o casamento dentro de famílias da mesma igualha. O penúltimo deles, Sua Alteza Sereníssima, JOHANNES (em homenagem ao trisavô português D. João VI) BAPTISTA DE JESUS MARIA LOUIS MIGUEL FRIEDRICH BONIFAZIUS LAMORAL, o 11º Príncipe de THURN und TAXIS (1926-1990) viveu como solteiro até os 54 anos, administrando os bilionários ativos familiares, inclusive um grande latifúndio no Brasil, mas, percebendo a necessidade de herdeiros, casou-se com uma condessa alemã de vinte anos. Tiveram filhos e ao que parece nenhum deles andou de táxi.

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