Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

“Aunque sea reciente mi carné / yo nací hace milenios / Cuando despacio al paso de la besta / El horizonte se horadaba (...)”, escreveu o poeta gitano JOSÉ HEREDIA MAYA (1947-2010). Neste intervalo entre os primeiros ciganos que arribaram a Espanha e até Pepe, como ele é conhecido, um imenso espaço de opressão para os seus. PEPE HEREDIA, o filho do comerciante de tecidos José, em Granada – dos mesmos Heredias que aparecem na obra de Garcia Llorca, como aquele Antoñito, “moreno de verde luna”, que foi para Sevilha jogando limões nas ribeiras; pegou o touro a unha, enfrentou a exclusão, estudando. Completou o curso de Filologia Românica e ao fim dele, tornou-se professor da Universidad de Granada. Criou poesia e peças teatrais. Amou e engendrou novos Heredias para o futuro. Fez uma doença degenerativa, que enfrentou estoicamente até deixar de ser, mas chegou ao topo da sociedade espanhola, levando um pouco do seu Povo até ali.

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