Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

10 de OUTUBRO de 1880 – O escravo LOURENÇO (*1851), que mourejava na Rocinha (hoje Vinhedo), na fazenda do campineiro Manoel Caetano Pacheco de Macedo, resolveu não esperar mais tempo para desfrutar a liberdade e deu no pé. Era a sua segunda fuga, a primeira fora onze anos antes. Percebia-se que naquele momento este modo de produção trabalhista não tinha futuro, por vários motivos, principalmente pela desobediência civil, tanto, dos escravos que não aceitavam esta condição e fugiam, quanto a reprovação da maioria da sociedade a escravidão e faziam ouvidos de mercador aos capitães do mato. Em 1884 o Manoel Caetano já era morto e sua esposa e prima Maria Pacheco de Toledo perdeu a fazenda por dívidas para Antonio Freitas Guimarães (os processos estão no CENTRO DE MEMÓRIA da UNICAMP). Do prazenteiro LOURENÇO, que fizera do limão de sua vida, uma limonada, nenhuma notícia mais. FOTO: CORREIO PAULISTANO, 1880.

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