Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Pá. O tiro certeiro no coração tirou a vida do poeta francês Jacques Rigaut (1898-1929). Vida fácil de ser resumida: estudou Direito, tenente numa companhia de artilharia, viveu com uma americana que lhe deu um Rolls-Royce (ele recusou o presente), fez poesia dadaísta, viciou-se em álcool, tentou o rehab, não conseguiu – Suicídio aos trinta e poucos anos. A sua existência iria para o Esquecimento se um amigo, PIERRE-EUGÈNE DRIEU LA ROCHELLE (1893-1945), Extremista de Esquerda e de Direita, réprobo colabo, antissemita e casado com judia, amigo e personagem de Jorge Luís Borges, não escrevesse como romance a vida do amigo poeta. Colocou nele todos os dados vitais de Rigaut, porém adicionou as suas angustias (que também lhe provocaria o suicídio) como motor de destruição do personagem que atende no romance por Alain Leroy. O livro “Le feu follet” de 1931, virou filme com nome em brasileiro de “Trinta anos esta noite” em 1963, sob os olhos de Louis Malle e atuação impecável de Maurice Ronet.

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