Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O financista alfacinha DUARTE DA SILVA (1596-1678) foi um homem ativo e cuidadoso ao lidar com o seu capital e de seus clientes, tanto que era obrigado a tomar posição e “prever” os caprichos do futuro. Os seus interlocutores eram gente como o padre Antonio Vieira, o Vila Real (ancestral do Disraeli) e o rei que subira o trono, D. João IV, graças, também ao seu dinheiro. Mas ele deu um passo em falso, dentre os seus projetos, sonhou com uma sinagoga em Lisboa. Isto significava ter os judeus de volta a azáfama lusitana. Não teve clemência dos opositores e salvou-se fugindo para Antuérpia, onde faleceu. Os seus descendentes viveram e sofreram a obscuridade do expatriado: o filho João virou Daniel (lembra-se que falei ontem no post sobre Nabuco), Daniel gerou a Jacob, Jacob gerou a Daniel II, este a outro Jacob, Jacob a Solomon, Solomon a Jacob que casou-se com Charity Hays e tiveram a SARAH MIRIAM DA SILVA SOLIS (1824-1894), professora de religião. SARAH MIRIAM casou-se com o fotógrafo e pintor SOLOMON NUNES DE CARVALHO (1815-1897) na sinagoga Mikve Israel em Filadélfia em 1845. Tiveram vários filhos, um deles, foi o banqueiro S. S. Carvalho, que foi decalcado no personagem “Bernstein” do filme “Cidadão Kane”, um banqueiro como o ancestral Duarte da Silva. IMAGEM: SARAH SOLIS CARVALHO sob os olhos de seu marido. Óleo sobre tela, circa 1856, Yeshiva University.

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