Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

DIÁRIO DA COPA – 30/12/2013: O comerciante português ZÉ DA GAMA dava nó em pingo d´água. Ninguém soube o que fazia em Portugal. No Brasil ele assentou-se no bairro de Madureira, na cidade do Rio de Janeiro e logo estava metido no time do bairro, o tricolor suburbano (grená, azul e amarelo). Tornou-se empresário de futebol, coisa que nem entendia por aqui. Tanto que na mesma época, o colombiano Abello quase foi preso por tentar levar jogadores para a sua “liga pirata” - baseado no Código Penal: “aliciar trabalhadores para a emigração” (artigo 206). ZÉ DA GAMA foi mais hábil, intermediou jogadores na compra e venda, e principalmente levou o Madureira em excursões pelo Mundo. Não se sabe como, mas, ZÉ DA GAMA tinha amizades bem heterodoxas. Como não conseguia fazer o Circuito Elizabeth Arden do futebol (Europa), que era feito pelo chileno Samuel Ratinoff e o Santos FC., ele saia por Cuba e chegava a Ásia, tanto que o Madureira esteve com o rosarino Che Guevara e Mao Tse-tung (na época escrevíamos assim). As excursões não eram fechadas. Ele saia com alguns jogos assertados e conforme o time ia ganhando, acertava mais outros. Foi assim que saiu uma vez numa excursão para vários jogos, depois não conseguiu arrumar outros, não teve duvidas, inventou que o time era um grupo de samba brasileira e vendeu shows musicais até na Turquia.

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