Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

DIARIO DA COPA – 23/12/2013: Há times brasileiros cujos torcedores são na maioria oriundos de uma colônia nacional. Os portugueses possuem alguns times identificados por esta origem: o Tuna Luso de Belém, o Vasco da Gama carioca e as Portuguesas espalhadas entre o Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. Isto não obriga os portugueses torcerem só por um destes times. O Sr. José Antunes Coimbra (1901-1986), natural de Tondela, pai de ZICO, o último grande jogador brasileiro, torcia pelo Flamengo. Poucos jogadores portugueses vieram jogar numa equipa brasileira, talvez, até por razões econômicas e políticas. Nos anos Cinquenta veio o grande atacante benfiquista ROGÉRIO PIPI, jogar no Botafogo, mas não deu certo, pois chocou-se com o “dono” do time, o irascível Heleno de Freitas. Quando PIPI errava um passe, Heleno, dava a bronca: “Burro, olhe sua camisa, não é igual a minha? Você tem que passar a bola para mim...” ROGÉRIO PIPI, que era bem-educado, evitou o conflito e retornou a Pátria. Nos anos Setenta veio FERNANDO PERES, um dos “Magriços” de 1966, que jogou no Vasco da Gama e foi campeão brasileiro em 1974. Já o sadino JACINTO JOÃO esteve na Portuguesa paulistana, mas não teve sorte, ele se entusiasmou tanto pela comida ítalo paulistana, que não conseguiu entrar em forma. Só consigo me lembrar dele como um simpático senhor gorducho que ficava sentado no banco de reservas, balançando a cabeça a concordar com o que dizia mister Oto Glória. FOTO: Documento da entrada de ROGÉRIO PIPI no Brasil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário