Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 21 de dezembro de 2013

DIARIO DA COPA - 21/12/2013: Num dezembro dos anos Oitenta fui ao Rio de Janeiro visitar a CBF. O objetivo era levantar alguns nomes completos de velhos jogadores brasileiros e como já estava lá, ver a maior conquista brasileira, a Taça Jules Rimet. O Brasil foi campeão em 1958, 1962 e 1970 para conquistá-la. O prédio da CBF ficava na rua da Alfandega. Sem credenciais, a não ser falar a linguagem do “boleiro”, fui recebido pelo sargento Napoleão que me levou ao Santo Graal do futebol. Vi e achei pequena, mas bonita. Fiz as minhas anotações, fui embora e esqueci a visita.... Dias depois a “Jules Rimet” foi roubada – A original ficava em exposição e a réplica no cofre. Ela conseguira atravessar a II Guerra escondida na casa do signore Barassi, de Nápoles. Fora roubada na Inglaterra em 1966 e recuperada pelo cão collie Pickles, que morreu engasgado no ano seguinte ao perseguir um gato. O bando que a roubou na rua da Alfandega logo foi identificado, porém o processo judicial não conseguiu alcançar todos os envolvidos e puni-los. Parecia algo de encomenda, pois os ladrões começaram a morrer logo que presos. Isto no mundo do crime não é coincidência. S. P., um dos ladrões resumiu tudo: “Era pouco ouro para muito ladrão”... Ficamos sem a taça.

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