Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

“(...) Pertenço a um gênero de portugueses / Que depois de estar a Índia descoberta / Ficaram sem trabalho (…). É Fernando Pessoa enquanto Álvaro de Campos, mas também pode ser Eu. Sempre pensei viver em movimento pelo mar: “Call me Ishmael”. Não consegui este objetivo, apesar da minha parentela cruzar por várias vezes os oceanos, mas, um dos nossos primos R.S.conseguiu. Ele tornou-se visível pela primeira vez no Brasil (1827), num charivari entre marinheiros ianques e brasileiros na cidade do Rio de Janeiro. Depois de alguns goddamn it, tombos, hematomas, a confusão resolveu-se numa delegacia. D. Pedro I, ao saber do conflito, entusiasmou-se tanto pelo Oficial de marinha estrangeira que o convidou para compor o nosso Cisne Branco. Polidamente, o tenente URIAH PHILLIPS LEVY recusou a ordem real. Este convite não seria preciso, se não houvera a Inquisição, pois URIAH PHILLIPS LEVY (1792-1862) era de origem portuguesa (e alguns de seus primos viviam pela Bahia). A sua mãe RACHEL PHILLIPS, é filha de REBECCA MENDES MACHADO, esta por sua vez, de ZIPPORAH NUNEZ ou MARIA CAETANA DA VEIGA, como era conhecida em Lisboa. Filha do médico penamacorense Dr. SAMUEL NUNEZ ou DIOGO NUNES RIBEIRO, que foi condenado pela Inquisição em 1704, mas, após muitos problemas, chegou a Savannah em 1733.

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