Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Memórias da Campinas que vivi – Gerente de uma loja de fechaduras e parafusos na av. Benjamin Constant nos anos Setenta, tive como cliente, o Dr. AUGUSTO CARLOS EDUARDO DA ROCHA MONTEIRO GALLO (1922-1989), Procurador do Estado e pai de atriz famigerada – que assassinara a esposa alguns anos antes e fora absolvido num julgamento presidido pelo Dr. ROBERTO TELLES SAMPAIO. Magro, paletó sem gravata, pomos das faces bem salientes. O Dr. Gallo foi o homem mais snob que conheci (já tratei com príncipes e aristocratas), era distante e glacial, mas polido. Ele chegava a loja, sentava-se junto ao telônio esgarçado, de onde eu dirigia a empresa, sem pedir licença e ficava ali silencioso. O carpinteiro MIRÓ, ex-jogador do Guarani, ia comigo as prateleiras para escolher os produtos ou me orientar quanto a encomenda de algo de melhor qualidade. A nova esposa só se manifestava para assinar o cheque do pagamento, cumprimentam-me e saiam. A cena repetiu-se tantas vezes que tornou-se uma espécie de sketch teatral. O dia que o proprietário da empresa estava por lá e quis cumprimentá-lo, recusou a saudação, pois não falava com desconhecidos. Ele terminou a construção da casa no litoral, eu saí da empresa para ser policial alfandegário e não nos vimos mais. Até que uma tarde descendo a av. Campos Sales, próximo ao antigo cine Carlos Gomes, alguém me chamou pelo nome: Paulo, Paulo...volto e revejo o Dr. Gallo, que continuava fisicamente o mesmo, mas simpaticamente estendeu-me a mão e cumprimentou-me sem o pirranço antigo. Disse-me que fora a empresa e sentira a minha falta. Eu espantado pela empatia tardia. Dias depois veio a má notícia, o Dr. Gallo deixara de Ser, por si.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Uma Campinas que vivi: Gerente de um banco estatal em Barão Geraldo, que atendia majoritariamente docentes da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), tive nos anos 90, como clientes e interlocutores, personagens de uma história cultura...l brasileira. Encontrei gente como o matemático brâmane Tenkasi Mutukrishna Vishwanathan, com quem discutia além da economia, um método para a interpretação de sonhos. César Lattes, exegese bíblica, os Profetas. Berta Waldman e Iara Franchetti, literatura, Fernando Pessoa e Sá Carneiro. Um destes professores, a quem chamarei de B., trabalhara no Projeto Manhattan, “disputávamos”, como se uma negociação bancária fosse uma partida de truco, “quem passava o outro para trás”, nos cálculos de juros. Ele usando o cérebro privilegiado e eu uma FACIT rudimentar. Lamento dizer, mas, eu ganhava. Porém a melhor história que tenho foi outra. Laura, filha da professora Maria da Conceição Tavares, a época fazia o doutorado na instituição e recomendou-me que atendesse o seu filho, um menino de sete ou oito anos, se ele me procurasse com algum problema. Como eu tinha fama (imerecida) de doleiro, o filho de Laura, buscou-me um dia, perguntou se eu era o P.V. Confirmei. Ele contou a sua dificuldade: precisava trocar dólares (no plural) e se eu podia fazê-lo para ele? Depende da quantia. Quantos? One! Quanto? Um. Fomos conferir a cotação com a seriedade e trocamos a cédula americana. Laura quando soube da façanha, riu. A avó, professora Maria da Conceição Tavares, sabendo de minha ligação com Portugal, deu-me de lembrança um belíssimo caderno com um pavão na capa que comprara na Santa Terrinha, comigo até hoje. Eu tive a cédula na carteira como amuleto por muitos anos, até... FOTO: A professora Maria da Conceição Tavares quando entrou no Brasil –ARQUIVO NACIONAL.
DIÁRIO DA COPA – 30/12/2013: O comerciante português ZÉ DA GAMA dava nó em pingo d´água. Ninguém soube o que fazia em Portugal. No Brasil ele assentou-se no bairro de Madureira, na cidade do Rio de Janeiro e logo estava metido no time do bairro, o tricolor suburbano (grená, azul e amarelo). Tornou-se empresário de futebol, coisa que nem entendia por aqui. Tanto que na mesma época, o colombiano Abello quase foi preso por tentar levar jogadores para a sua “liga pirata” - baseado no Código Penal: “aliciar trabalhadores para a emigração” (artigo 206). ZÉ DA GAMA foi mais hábil, intermediou jogadores na compra e venda, e principalmente levou o Madureira em excursões pelo Mundo. Não se sabe como, mas, ZÉ DA GAMA tinha amizades bem heterodoxas. Como não conseguia fazer o Circuito Elizabeth Arden do futebol (Europa), que era feito pelo chileno Samuel Ratinoff e o Santos FC., ele saia por Cuba e chegava a Ásia, tanto que o Madureira esteve com o rosarino Che Guevara e Mao Tse-tung (na época escrevíamos assim). As excursões não eram fechadas. Ele saia com alguns jogos assertados e conforme o time ia ganhando, acertava mais outros. Foi assim que saiu uma vez numa excursão para vários jogos, depois não conseguiu arrumar outros, não teve duvidas, inventou que o time era um grupo de samba brasileira e vendeu shows musicais até na Turquia.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Pá. O tiro certeiro no coração tirou a vida do poeta francês Jacques Rigaut (1898-1929). Vida fácil de ser resumida: estudou Direito, tenente numa companhia de artilharia, viveu com uma americana que lhe deu um Rolls-Royce (ele recusou o presente), fez poesia dadaísta, viciou-se em álcool, tentou o rehab, não conseguiu – Suicídio aos trinta e poucos anos. A sua existência iria para o Esquecimento se um amigo, PIERRE-EUGÈNE DRIEU LA ROCHELLE (1893-1945), Extremista de Esquerda e de Direita, réprobo colabo, antissemita e casado com judia, amigo e personagem de Jorge Luís Borges, não escrevesse como romance a vida do amigo poeta. Colocou nele todos os dados vitais de Rigaut, porém adicionou as suas angustias (que também lhe provocaria o suicídio) como motor de destruição do personagem que atende no romance por Alain Leroy. O livro “Le feu follet” de 1931, virou filme com nome em brasileiro de “Trinta anos esta noite” em 1963, sob os olhos de Louis Malle e atuação impecável de Maurice Ronet.
DIARIO DA COPA – 26/12/2013: A Ponte Preta sempre teve jogadores marcantes, inclusive pelo nome, como no caso do zagueiro negro ESTALINGRADO, inexpugnável nos anos Quarenta. O melômano goleiro CIASCA que deixou para o Museu local a sua imensa coleção de discos de ópera. São tantos, porém a unanimidade do melhor de todos, é de MESTRE DICÁ (Oscar Salles Bueno Filho, *1947), descendente das velhas famílias de Campinas, oriundo do Bairro Santo Odília, armador habilidoso, grande cobrador de faltas (artilheiro do time com 154 gols em 581 partidas), Campeão do Torneio de Acesso em 1969 e que levou a Ponte Preta a quatro decisões no Campeonato Paulista (1970, 1977, 1979 e 1981), mas, principalmente para quem convive com ele, um sujeito decente, orgulho de sua comunidade.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

“(...) Pertenço a um gênero de portugueses / Que depois de estar a Índia descoberta / Ficaram sem trabalho (…). É Fernando Pessoa enquanto Álvaro de Campos, mas também pode ser Eu. Sempre pensei viver em movimento pelo mar: “Call me Ishmael”. Não consegui este objetivo, apesar da minha parentela cruzar por várias vezes os oceanos, mas, um dos nossos primos R.S.conseguiu. Ele tornou-se visível pela primeira vez no Brasil (1827), num charivari entre marinheiros ianques e brasileiros na cidade do Rio de Janeiro. Depois de alguns goddamn it, tombos, hematomas, a confusão resolveu-se numa delegacia. D. Pedro I, ao saber do conflito, entusiasmou-se tanto pelo Oficial de marinha estrangeira que o convidou para compor o nosso Cisne Branco. Polidamente, o tenente URIAH PHILLIPS LEVY recusou a ordem real. Este convite não seria preciso, se não houvera a Inquisição, pois URIAH PHILLIPS LEVY (1792-1862) era de origem portuguesa (e alguns de seus primos viviam pela Bahia). A sua mãe RACHEL PHILLIPS, é filha de REBECCA MENDES MACHADO, esta por sua vez, de ZIPPORAH NUNEZ ou MARIA CAETANA DA VEIGA, como era conhecida em Lisboa. Filha do médico penamacorense Dr. SAMUEL NUNEZ ou DIOGO NUNES RIBEIRO, que foi condenado pela Inquisição em 1704, mas, após muitos problemas, chegou a Savannah em 1733.
O financista alfacinha DUARTE DA SILVA (1596-1678) foi um homem ativo e cuidadoso ao lidar com o seu capital e de seus clientes, tanto que era obrigado a tomar posição e “prever” os caprichos do futuro. Os seus interlocutores eram gente como o padre Antonio Vieira, o Vila Real (ancestral do Disraeli) e o rei que subira o trono, D. João IV, graças, também ao seu dinheiro. Mas ele deu um passo em falso, dentre os seus projetos, sonhou com uma sinagoga em Lisboa. Isto significava ter os judeus de volta a azáfama lusitana. Não teve clemência dos opositores e salvou-se fugindo para Antuérpia, onde faleceu. Os seus descendentes viveram e sofreram a obscuridade do expatriado: o filho João virou Daniel (lembra-se que falei ontem no post sobre Nabuco), Daniel gerou a Jacob, Jacob gerou a Daniel II, este a outro Jacob, Jacob a Solomon, Solomon a Jacob que casou-se com Charity Hays e tiveram a SARAH MIRIAM DA SILVA SOLIS (1824-1894), professora de religião. SARAH MIRIAM casou-se com o fotógrafo e pintor SOLOMON NUNES DE CARVALHO (1815-1897) na sinagoga Mikve Israel em Filadélfia em 1845. Tiveram vários filhos, um deles, foi o banqueiro S. S. Carvalho, que foi decalcado no personagem “Bernstein” do filme “Cidadão Kane”, um banqueiro como o ancestral Duarte da Silva. IMAGEM: SARAH SOLIS CARVALHO sob os olhos de seu marido. Óleo sobre tela, circa 1856, Yeshiva University.
DIARIO DA COPA - 25/12/2013: O estádio da Ponte Preta, onde a Seleção das Cinco Quinas treinará, leva o nome do comerciante e industrial MOYSÉS LUCARELLI (Limeira, 1898- Campinas, 1978). Foi ele quem liderou a construção do Estádio no final dos anos Quarenta, feita pelos aficionados de forma voluntária. Quem só tinha um tijolo levava este tijolo e se não tivesse oferecia o seu trabalho....É a história deste homem que se confunde com a da própria instituição, que o documentário “Moysés Lucarelli – um sonho majestoso” se ocupa e bem. [É sempre bom lhe ouvir sobre a Macaca, caro amigo (José Moraes) Neto!] Sou contra qualquer ideia de jerico em construir um novo Estádio. Parte 1 (15:10) - http://www.youtube.com/watch?v=urrlQr0ZG4E Parte 2 (14:41) - http://www.youtube.com/watch?v=sFDH1rnvnCc

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

DIARIO DA COPA – 23/12/2013: Há times brasileiros cujos torcedores são na maioria oriundos de uma colônia nacional. Os portugueses possuem alguns times identificados por esta origem: o Tuna Luso de Belém, o Vasco da Gama carioca e as Portuguesas espalhadas entre o Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. Isto não obriga os portugueses torcerem só por um destes times. O Sr. José Antunes Coimbra (1901-1986), natural de Tondela, pai de ZICO, o último grande jogador brasileiro, torcia pelo Flamengo. Poucos jogadores portugueses vieram jogar numa equipa brasileira, talvez, até por razões econômicas e políticas. Nos anos Cinquenta veio o grande atacante benfiquista ROGÉRIO PIPI, jogar no Botafogo, mas não deu certo, pois chocou-se com o “dono” do time, o irascível Heleno de Freitas. Quando PIPI errava um passe, Heleno, dava a bronca: “Burro, olhe sua camisa, não é igual a minha? Você tem que passar a bola para mim...” ROGÉRIO PIPI, que era bem-educado, evitou o conflito e retornou a Pátria. Nos anos Setenta veio FERNANDO PERES, um dos “Magriços” de 1966, que jogou no Vasco da Gama e foi campeão brasileiro em 1974. Já o sadino JACINTO JOÃO esteve na Portuguesa paulistana, mas não teve sorte, ele se entusiasmou tanto pela comida ítalo paulistana, que não conseguiu entrar em forma. Só consigo me lembrar dele como um simpático senhor gorducho que ficava sentado no banco de reservas, balançando a cabeça a concordar com o que dizia mister Oto Glória. FOTO: Documento da entrada de ROGÉRIO PIPI no Brasil.

sábado, 21 de dezembro de 2013

DIARIO DA COPA – 22/12/2013: ALCIDES EDGARDO GHIGGIA PEREIRA é o único sobrevivente da equipe uruguaia, Campeã Mundial em 1950, cuja Copa foi realizada no Brasil. Nesta decisão o último gol foi dele, silenciando o estádio do Maracanã. O suficiente para ele cunhar a frase: «Solo tres personas en la historia han conseguido hacer callar al Maracaná con un solo gesto: el Papa, Frank Sinatra y yo». GIGGHIA, o Papa João Paulo II e Frank Sinatra usaram o Estádio para as suas atividades.
DIARIO DA COPA - 21/12/2013: Num dezembro dos anos Oitenta fui ao Rio de Janeiro visitar a CBF. O objetivo era levantar alguns nomes completos de velhos jogadores brasileiros e como já estava lá, ver a maior conquista brasileira, a Taça Jules Rimet. O Brasil foi campeão em 1958, 1962 e 1970 para conquistá-la. O prédio da CBF ficava na rua da Alfandega. Sem credenciais, a não ser falar a linguagem do “boleiro”, fui recebido pelo sargento Napoleão que me levou ao Santo Graal do futebol. Vi e achei pequena, mas bonita. Fiz as minhas anotações, fui embora e esqueci a visita.... Dias depois a “Jules Rimet” foi roubada – A original ficava em exposição e a réplica no cofre. Ela conseguira atravessar a II Guerra escondida na casa do signore Barassi, de Nápoles. Fora roubada na Inglaterra em 1966 e recuperada pelo cão collie Pickles, que morreu engasgado no ano seguinte ao perseguir um gato. O bando que a roubou na rua da Alfandega logo foi identificado, porém o processo judicial não conseguiu alcançar todos os envolvidos e puni-los. Parecia algo de encomenda, pois os ladrões começaram a morrer logo que presos. Isto no mundo do crime não é coincidência. S. P., um dos ladrões resumiu tudo: “Era pouco ouro para muito ladrão”... Ficamos sem a taça.
DIARIO DA COPA – 20/12/2013: Campinas foi fundada por portugueses, liderados pelo Sr. Morgado de Mateus, natural de Vila Real. Hoje a cidade tem mais de um milhão de habitantes de todas as origens geográficas – basta dizer que há igrejas cristãs (de todas as suas ramificações), mesquita e sinagoga para atender a clientela campineira. Infelizmente a cidade é feia e sem atrativos turísticos. A exceção é o PARQUE PORTUGAL, conhecido como Taquaral onde há um lago, uma caravela em estado de putrefação, pista de corridas e principalmente sombra e água fresca. Há duas universidades de alta qualidade, a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de Campinas). Pensando bem é uma cidade para se trabalhar, há grandes indústrias estrangeiras e é um dormitório para quem trabalha em S. Paulo (104 km de distância). Dez mil são os portugueses natos que vivem na cidade. Foi aqui que os FERREIRA DE MESQUITA, de Parada de Cunhos, em Vila Real, começaram sua vida no Brasil e controlaram o principal jornal brasileiro, O Estado de S. Paulo. Os ALVES VERISSIMO, de Mação construíram o melhor supermercado do interior, o Eldorado. O arquiteto ANTONIO DA COSTA SANTOS (1952-2001), chegou a Prefeito da Cidade, quando foi assassinado. Os seus pais eram de Vimioso. O atual presidente da CASA DE PORTUGAL é o Sr. ADELINO DA PONTE, natural de Vermoil. Ele também é o dono da Padaria Nico (que fornece os pães aqui em casa). O ramo da panificadora é quase exclusivamente de portugueses emigrados nos anos 50 e 60. Quem vier para cá, prepare a carteira, pois Campinas é muito cara para se viver. Bem-vindos!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

DIARIO DA COPA – 17/12/2013: A SELEÇÃO PORTUGUESA anunciou que ficará em CAMPINAS, S. Paulo durante a primeira fase da Copa. Ela se hospedará no Hotel Royal Palm Plaza pertencente ao Sr. Armindo Dias, natural de Ansião, próxima a Leiria. Treinará nos espaços da Associação Atlética Ponte Preta – o time mais velho em atividade no Brasil (fundado em 1900). Os treinos abertos serão no Centro de Treinamento (CT) da Ponte e os abertos no Estádio Moisés Lucarelli. Portugal que está no Grupo G enfrentará a ALEMANHA em Salvador no dia 16 (2 horas de viagem), EUA em Manaus no dia 22(3h45 de viagem) e GANA em Brasília no dia 26(1h15). Boa sorte ao Paulo Bento e os rapazes,

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O jesuíta italiano Mateo Ricci (1552-1610) em missão proselitista na China recebeu sem muita surpresa o convite para ser rabino da comunidade judaica de Kaifeng. A sondagem surgiu depois que o judeu AI TIAN vendo uma imagem católica da Virgem Maria, do menino Jesus e João Batista, mostrada pelo padre “reconheceu” neles Rebeca, Esaú e Jacó. Bastava Mateo Ricci abster-se de carne suína para ser aceito por sua comunidade. O padre Ricci polidamente recusou o convite, mas anotou que tinha mais identidade com estes judeus, do que com os cristãos chineses. Passaram-se os anos, e os judeus de Kaifeng, continuaram sem rabinos, mas, um dia souberam que em Xangai vivia um grupo de judeus iraquianos, e mandaram o comerciante LI JINGSHENG (1851-1903) para conhecê-los. Ele e o filho LI SHUMEI foram a Xangai, com esta missão. O velho morreu na chegada e foi sepultado no cemitério israelita local. O menino, conhecido como “Samuel” foi agregado a família de David Ezekiel Joshua Abraham (1863-1945), presidente da comunidade judaica local, oriundo da mesma região que os ancestrais de LI diziam ter vindo. Samuel viveu com os Abrahams até a idade de casar-se quando então resolveu voltar a Kaifeng para encontrar noiva. Ele casou-se e teve o filho, LI RONGXIN, que viveu em Kaifeng, e contou a história dos Seus para o Ocidente ...

domingo, 1 de dezembro de 2013