Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 30 de novembro de 2013

Jogar tênis não é muito saudável, pelo menos não o foi para o romancista americano OSCAR Jerome HIJUELOS (1951-2013), que morreu no último sábado (12/10) enquanto jogava. Filho de modestos cubanos que imigraram para New York nos anos Quarenta. Ele tratou nos seus trabalhos da herança cultural cubana recebida dos pais. Deixou vários romances sobre isto. Um deles, que particularmente me interessou foi A SIMPLE HABANA MELODY (2002), baseado na vida de um personagem real, o músico cubano Moisés Simon Rodríguez (1889-1945), compositor de El Manisero (1928), sob o nome de Israel Levis. Moisés Simón foi um imenso sucesso, até na Europa, tanto que mudou-se para Paris. Quando os Nazistas invadiram a cidade, M. S. foi preso como “judeu”, para sua própria perplexidade, pois era católico, filho e neto de católicos. Este episódio da vida de M. S. é um dos núcleos do romance. Aqui entra a questão cristã-nova em Cuba, tratada ficcionalmente. É um romance e como tal, lida também com sua atração pela cantora Rita Valladares, mas que não terá sucesso, como em outras tantas coisas na vida. Viver é frustrar-se. Moisés Simon (o de carne e osso), foi preso no campo de Buchenwald e sobreviveu. Morreu como mendigo na Espanha. É uma história triste.

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