Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 30 de novembro de 2013

“(...) Emi Ojeladé, mo dé ti mo nbayin soro, won bimi ni , lu Brasili li ti von npé ni Bahia. Oruko mi ni ede oyimbo won npé mi ni Martiniano Eliseu do Bonfim / Eu, Ojeladé, estou aqui para falar com você. Eu nasci no estado brasileiro da Bahia. Meu nome brasileiro é Martiniano (...). Foi assim em Iorubá que o pintor de paredes baiano recebeu o Americano numa salinha escura do Pelourinho, onde por horas ou dias passou para o gravador do americano o que sabia do seu Povo. E era muito, histórias e canções. O americano queria se encontrar no Mundo... Sally Rocks, a filha do fazendeiro branco, teve do seu escravo Jacob, quatro filhos. Um deles, Margareth casou-se com o pastor batista Daniel Turner, negro livre e tiveram a Rooks Turner. Ele estudou e completou um mestrado acadêmico. O seu filho, LORENZO DOW TURNER (1890-1972), lecionava num dia banal, quando ouviu o que lhe daria sentido a sua vida, percebeu que perto dele alguns afroamericanos falavam o “Gullah” (algo como a cupópia falada aqui perto de Soracaba). Não sabia o que era. Foi o seu doutorado, mas não esgotou o tema para ele, viajou durante vinte anos pelos condados “Gullah” na Georgia e Carolina do Sul, esteve em aldeias africanas de Serra Leoa, e um dia na Bahia em busca da língua primeira...

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