Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 30 de novembro de 2013

A linhagem florentina della Stufa, de místicos esfomeados, cavaleiros andantes e sibaritas satisfeitos, existe desde o século X, mas na II Guerra sofreu com inúmeras perdas, teve o palácio familiar saqueado e o herdeiro expatriado por razões sociais. Foi condenado a três meses de trabalho forçado na Sardenha por homossexualismo. Ele, TERRI DELLA STUFA (1919-1982) parou na África (Dakar) e aportou no Rio de Janeiro em 1953. O título de Marchese (marquês) lhe permitiu enturmar-se na classe alta carioca com pouco esforço. Contador de piadas e possuidor de alto sentido estético, decorou a boite Au Bon Gourmet em Copacabana, incluindo os uniformes dos funcionários. Lá se apresentavam gente como Dorival Caymmi, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, João Gilberto, Maysa e estreou-se no mundo musical a canção “Garota de Ipanema”. Isto abriu-lhe caminho para novos trabalhos na área de decoração em S. Paulo, primeiro na casa de Ema Klabin (1907-1994) no Jardim Europa; depois, no palácio dos Bandeirantes (para receber a rainha Elizabeth II) e a abertura de uma empresa de decoração com sucesso. É um expert e figura de referência desta especialidade no Brasil. O Sr. Marquês nasceu num 21 de novembro como hoje.

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