Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 30 de novembro de 2013

A letra da poeta portuguesa FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO (1938-2007) era miudinha, mas, clara e legível (desde que você usasse óculos). Foi o que percebi após interrogá-la sobre o porquê de alguns dos seus poemas ter o universo bíblico como cenário e metáfora. Dentre outras obras de sabor bíblico, a Fiama produziu uma versão do Shir HaShirim (Cântico dos Cânticos) a partir de outra versão de SAMUEL SCHWARZ (1880-1953), z”l. Herança atribuída ao avô materno ANIBAL CORTE-REAL PESSOA SPÍNOLA DE VASCONCELOS HASSE (1880-1976), que segundo ela, “era de cepa judaica – mas era agnóstico”. Lembrei-me dela, que em algum momento chegou a ser cogitada para o Nobel de Literatura, hoje, ao desencaixotar uma caixa de livros, que jazia num canto, onde encontrei livros (com sua dedicatória) e cartas. De uma, firmada em Lisboa, a 24 DE SETEMBRO DE 1993, transcrevo: “(...) O judaísmo místico e a Terra de Leite e Mel (erev) faz-me estremecer dos pés à cabeça. Deve ser uma memória molecular (...)”

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