Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

domingo, 14 de outubro de 2012

POSSO ENTRAR?
Enquanto houver fronteiras nacionais, haverá uma legislação para regular quem entra ou não no país e funcionários para interpretá-la, pois os governantes controlam a demografia, a distribuição racial, cultural e profissional do território, através destes mecanismos. FABIO KOIFMAN, autor do excepcional “Quixote nas trevas” (2002), que pode virar filme e é um monumento a este grande homem, estudou no Doutoramento (IFCS-UFRJ, em 2007) o sistema de vistos, nos anos da II Guerra Mundial, quando proliferavam os displaced people, frutos da desagregação dos impérios czarista, otomano e autro-húngaro, dentre outras causas. Observador arguto, leitor incansável de documentos, ele identificou o personagem central neste processo, o advogado ERNANI REIS (1905-1954), parecerista do MJNI (Ministério da Justiça e Negócios Interiores), o burocrata que através de sua interpretação, dizia, baseado na legislação, quem entrava ou não no país. O estudo também enfrentou as ideias que deram origem a esta legislação, fundamentalmente o Eugenismo, e como esta doutrina europeia foi tropicalizada no país, distinguido uma e outra. É como escreveu no prefácio, o Dr. Celso Lafer, ex-Ministro das Relações Exteriores e membro da banca examinadora (C.L., Orlando de Barros, José Murilo de Carvalho, Marieta de Morais Ferreira e Carlos Fico), uma “contribuição própria”, original, do Dr. Koifman ao tema.

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