Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

SHEMTOV ben ABRAHAM, de Barcelos, avô de Joaquim (Nabuco), de Sérgio, de Francisco (Buarque de Hollanda)....

Este Título (termo usado em genealogia para designar o estudo de um ramo familiar) é dedicado aos descendentes brasileiros de um modesto judeu da cidade portuguesa de Barcelos, que converteu-se ao catolicismo em 1497, continuou em Portugal e deixou grande descendência que se estendeu ao Brasil. É uma linhagem católica, mas onde podem ser identificados os seus primos que continuaram judeus em outras terras mais tolerantes. É interessante destacar que os dois grandes rabinos da Comunidade Judaica de Amsterdã no século XVII: o funchalense Menasseh Ben Israel (batizado como Manuel Dias Soeiro, 1604-1657) e o beirão Isaac Aboab (batizado como Simão da Fonseca, 1605-1693) também aparecem neste estudo genealógico. O Rabino Menasseh Ben Israel como um provável bisneto ou trineto de Santo Fidalgo e o Rabino Isaac Aboab como aparentado aos Fonseca Galvão pernambucanos, família que reparte a sua descendência com o judeu barcelense.

O PREÇO DA VIDA

Barcelos fica no Minho e a sua judiaria estava sob a jurisdição do Ouvidor do Rabino-Mór sediado no Porto. Não há datas para o seu estabelecimento, dela ninguém se destacou como líder ou escritor religioso e a sua importância está na imensa descendência surgida do seu escasso minian (quorum religioso de dez adultos). Desde o reinado de D. Afonso IV (1291-1357), esta comunidade estava submetida ao Senhor da Casa de Aborim, como um prêmio por seu comportamento heróico na Batalha do Salado, a quem os judeus deviam pagar tributos: no nascimento de uma filha davam a ele, duas patacas e um carneiro. Com a Conversão, não se mudou muito nestas relações, um livro reservado foi aberto para registrá-los, registrando os descendentes até o Século XVIIII, mantendo assim a exclusão social.
Para a mudança de fé, os Conversos locais compareceram frente aos juizes pedâneos Afonso Machado e Rui Gonçalves para que Baltazar de Moura de Almeida os registrasse em livro próprio da Câmara para a cobrança das fintas (impostos especiais). Com a Lei Pombalina de 1768, que destruiu o Rol das fintas ou de documentos que provassem a origem cristã-nova o manuscrito foi devolvido por Manuel Marinho, de Braga, a burocracia central sob recibo. No começo do século XIX, Joaquim Augusto Pires de Lima, soube da existência de cópia pertencente a uma Casa senhorial minhota, que manteve sob sigilo. Porém o Etnógrafo Amílcar Paulo (1929-1983) encontrou na Biblioteca Municipal, um manuscrito semelhante ao ocultado e publicou uma nota sobre ele na revista HaLapid, editada pela comunidade judaica tripeira.
No final da década de cinqüenta o Genealogista Luiz de Bivar Guerra (1904-1979) recebeu do Juiz António Sotomayor a informação de que no Processo de Habilitação para o Santo Ofício de Álvaro Barbosa Brandão Escobar Lopes de Barros, Senhor da Casa de Aborim, estava apensado o manuscrito autenticado por Manuel Marinho durante a Era Pombalina. Luiz de Bivar Guerra promoveu a conciliação deste manuscrito com a genealogia de Felgueiras Gayo, mais a cópia portuense e publicou o manuscrito anotado e comentado.

A COMUNIDADE BARCELENSE

A judiaria barcelense ficava na Rua Nova, que depois chamou-se Rua dos Lanterneiros e finalmente Rua do Rua do Infante D. Henrique.

A judiaria era fechada por dois portões de ferro ao toque do sino da oração, na Igreja matriz de Santa Maria Maior. A sinagoga estava situada no local onde hoje se ergue a Estação Telégrafo-Postal. Num dos arrebaldes da povoação estava o cemitério judaico, cujo local se não pode já identificar” (PAULO: 2).

Quando da Conversão a comunidade era pequena. Dois de seus membros eram vistos como Rabinos: Mestre Thomáz da Victória[1] e Isaac Cohen, ambos casados e com grande descendência. Os outros eram Francisco Netto e a esposa Velida Ruiva, Micol e Junca Montezinho, Velida e Isaac Rua[2], Rica e Mosén Montezinho, os castelhanos Benvinda e Junca Bencatel; Salomão Pés e sua esposa Mazaltov (filha do Rabino Cohen) e o casal Orovida e Santo Fidalgo – personagens deste ensaio genealógico. A estes judeus se integravam um grupo de cristãos-novos, como a família dos “Piolhos do Rabo”, vinda de Guimarães; dos “Salta em pé”, os “Cains” e as irmãs tripeiras de Vitória Braga.
As fronteiras étnicas já vinham sendo erodidas pelo casamento e pela conversão. A impressão é que os descendentes destes troncos judaicos tinham se integrado ao projeto da nacionalidade e religião única. Mesmo percebendo a hostilidade local, basta destacar alguns apelidos dados ao membro da comunidade para sentir este desprezo. Junte-se aos apelidos já citados, mais o “Capado” (Henrique Gonçalves, filho de Salomão Pés e neto do Rabino Cohen), os “Pintadiabos” (família de João Pires Nunes), dentre outros. Porém sessenta anos depois desta Conversão, observado o prazo da tolerância para a inserção, a Inquisição prendeu 23 cristãos-novos oriundos deste grupo. Pelos depoimentos é possível constatar que ainda restavam traços do Judaísmo nestas pessoas (GUERRA: II 187 em diante). Quase todos ainda “guordava ho sábado milhor q. pudia”, “assendia as suas candeias” e vestiam “camisas lavadas”. Lembravam-se do Yom Kippur (Dia do Perdão), “não comendo senão hua vez a noute”. Jejuavam várias vezes, o jejum da Rainha Esther e “o da destruisão do tempollo de Jerusalém” (o 9 de Av). Observavam o Pessach (Páscoa). Guiomar Fernandes casherizava (fazia a comida de acordo com as leis alimentares judaicas), “desnervava a carne”. Todos acreditavam que “não era vyndo o mexias”. Maria Zores acrescentava que “avia de vir ate ho anno de sessenta”.
O balanço da primeira investida da Inquisição é trágico. Mestre Thomas da Vitória teve uma filha, Leonor Nunes, que antes do batismo chamou-se Mazeltov, queimada viva em Coimbra em 30 de agosto de 1570. Ela já era uma velhinha. Francisco Netto teve o neto Thomas Nunes, médico em Vila do Conde, queimado em Lisboa, em 1596. O tintureiro Salomão Pés, uma bisneta queimada em 1626. Santo Fidalgo um trineto. Tragédia que se repetiria em outras gerações.
Da comunidade barcelense nos interessa Santo Fidalgo e a sua família. Só duas fontes documentam a sua presença, o registro no “tição” reservado aos cristãos-novos de Barcelos e os papéis da Chancelaria de D. Manuel (1469-1521)[3]. Tínhamos até aquela altura o seu nome de judeu, Santo Fidalgo e mais o seu nome de cristão-novo, mas nos faltava o seu nome religioso usado na chamado a leitura da Torah. Sabendo que muitas vezes o nome civil (kinnui) é correspondente do nome religioso, logo encontramos o par onomástico: Santo é a forma civil de Shemtov[4]. A partir do nome de seu primogênito, Abraham, que é sempre do avô paterno entre os sefarditas, deduzimos o seu patronímico, Ele se chamava Shemtov b. Abraham na sinagoga, Santo Fidalgo no cotidiano e mais tarde com a conversão, Diogo Pires. A sua esposa chamou-se Orovida (o escrivão anotou Oro Inda) e tiveram quatro filhos, dois homens e duas mulheres, Abraham, que depois de batizado chamou-se Gonçalo Dias, Esther (no manuscrito Icer), batizada como Gracia Dias; Álvaro Dias e Reina.

ASSENTAMENTO NO BRASIL

A vinda de Duarte de Sá para o Brasil em 1653, teve momentos extremamente difíceis. A versão familiar diz que ele ia para Goa, mas o navio naufragou próximo a Tatuapara, fortaleza do povoador Garcia d´Ávila (1528?- 1604), da Casa da Torre. O que se conseguiu apurar é que Duarte de Sá pertenceu por algum tempo aos seus protegidos e depois migrou para Pernambuco. Não se deve esquecer que entre as famílias importantes locais já se encontrava a família Barreto.
Duarte de Sá era por definição da Halahá (lei judaica), “judeu”, baseando-se que o judeu é o filho de mãe judia. Ele tinha a sua mãe, Isabel Dias, nascida católica, porém filha de mãe judia, Esther ou Gracia Dias, a filha de Orovida e Santo Fidalgo. Não era conveniente ostentar esta identidade judaica numa sociedade anti-semita e assim o seu objetivo e das gerações posteriores foi apagá-la, usando todos os recursos para isto, desde o esquecimento seletivo do passado, a paciente construção de uma imagem aristocrática do clã e finalmente a “falsificação” de suas genealogias.
Ele casou-se ainda dentro do universo cristão-novo, pois a sua esposa, Joana Tavares, vinha desta ascendência pelo lado materno, João Rodrigues de Cabeia (Cabeça) e Beatriz Lopes, ambos da progênie israelita. Os seus dois filhos, Filipa e Antonio, casaram-se com filhos de Jerônimo de Albuquerque (1510? – 1584), o “Adão Pernambucano”, abrindo o caminho para a entrada na aristocracia que se formava. A partir destes casamentos eles começam a casar-se com os Pais Barretos, conterrâneos minhotos, fechando-se num círculo endogâmico. Mais tarde trouxeram para este círculo os Wanderleys (Nieuhof Van Der Ley), descendentes de um desertor das tropas do Príncipe de Nassau, mas reconhecidos como aristocratas.
O Genealogista Carlos Xavier Paes Barreto (1881-1969) descendia 27 vezes do mesmo João Paes Barreto. Tomando a árvore genealógica de dois expoentes da família, o Marquês de Recife (Francisco Paes Barreto, 1779 – 1848) e Joaquim Nabuco, comprova-se a consangüinidade constante: Ana Benigna de Sá Barreto, mãe de Joaquim Nabuco, era filha de um casamento entre primos Paes Barreto, cujos avós maternos também eram primos da mesma família, trisavôs idem – uma destas trisavós, Maria Maior de Albuquerque, era filha de casamento entre tio e sobrinho, este tio, neto do judeu Duarte de Sá. O casamento entre primos era corriqueiro, mas também se encontravam vários casamentos entre tio e sobrinha até de forma exagerada, como os de Manuel Xavier Paes Barreto (1808-1879) que se casou com três sobrinhas.
A terceira linhagem chamada a compor este condomínio genealógico é a dos Nabucos, originários de Escalhão em Portugal. O primeiro deles, a viver no Brasil foi o Cirurgião-mór Manuel Fernandes Nabuco (1738-1817). A sua profissão e aldeia natal inserida no “Marrano country” (nome dado por Lucien Wolf, a região compreendida entre Vinhais a Castelo Branco), de onde saíram vários penitenciados por “crimes de judaísmo” como indicativos de uma possível ascendência cristã-nova. “O nome poderia também ser de origem judaica, por ser o sitio habitado por judeus” (NABUCO: 58) registrou, José Thomaz Nabuco, o genealogista da família.

MEMÓRIA JUDAICA

As relações dos descendentes de Duarte de Sá com o mundo judaico foram apenas de natureza externa. Indagados de uma possível israelita em várias oportunidades e épocas diferentes, duas delas documentadas, negaram esta origem étnica. Radicados numa região com alta densidade de cristãos-novos, muitos deles judaizantes, aproximados em rudimentares miniamim caseiros, não há denúncias de sua parentela freqüentando estes locais de culto. Com a ocupação holandesa eles postaram-se claramente do lado ibérico, sofrendo perseguições por isto, tendo que abandonar as suas propriedades e alguns deles foram mortos pelos invasores holandeses. Os seus descendentes não freqüentaram as sinagogas clandestinas, nem as sinagogas oficiais do Recife holandês.
A primeira negativa oficial da origem judaica foi dada por Filipe Paes Barreto, trineto do cristão-novo Duarte de Sá em 1708, quando no depoimento para provar a sua puritate sanguinis, no pretendido ingresso a Ordem de Cristo. O episódio foi minuciosamente estudado por Evaldo Cabral de Mello em “O Nome e o sangue. Uma Fraude Genealógica no Pernambuco Colonial”. Neste episódio os Paes Barreto não apenas negaram a sua origem judaica, mas agiram no sentido de apagarem estas origens, confundindo e falsificando genealogias, indicativo de que sabiam dela. Eles não foram bem sucedidos nesta ação, pois Filipe Paes Barreto teve a sua pretensão negada e a damnatio memoriae persistiu até 1826, quando então um descendente desta linhagem foi nobilitado com o titulo de Marquês de Recife.
Já no século XX, em plena sociedade igualitária, um oitavo neto de Duarte de Sá, o Historiador Sérgio Buarque de Hollanda defrontou-se com a mesma questão que atormentou o seu parente Filipe – a família tinha ou não ascendência judaica? Sérgio vivera como estudante na Alemanha durante a década de trinta e tivera um filho com uma moça alemã. Com a ascensão do regime nazista a mãe do menino escreveu a ele pedindo a sua definição étnica.

A mãe desse menino mandou uma carta ao meu pai – depoimento de Chico Buarque - pedindo para ele enviar documentos provando que não tinha sangue judeu. Minha mãe foi quem descolou os papéis que não tinha sangue judeu. Os papéis foram entregues ao Consulado alemão aqui no Brasil” (MASSI: 6-4).

O esquecimento do passado judaico foi seletivo, pois traços da memória barcelense continuaram presentes na linhagem. Maria Maior de Albuquerque, bisneta de Duarte de Sá, devia o seu nome a Igreja Matriz de Santa Maria Maior da Barcelos ancestral. O nome significativo também é uma exceção dentro do universo onomástico da linhagem, pois o que predomina nela são os nomes comuns do cotidiano luso-brasileiro, pois eles não podiam recorrer a Bíblia para se nomearem. Só vão surgir na parentela uma Noêmia, uma Esther, uma Rute no século XX. Há uma construção permanente para fortalecer a imagem de uma família nobre luso-brasileira.
Joaquim Nabuco, cinco vezes descendente de Duarte de Sá, deixou um dos poucos sinais que pode religar ao passado judaico. Trata-se do ex-libris e sinete, a figura do touro alado visto pelos judeus no exílio babilônico aparentemente inspirado numa brincadeira com o seu sobrenome, “invocando uma descendência direta, varonil e sempre pura do rei que passara sete anos pastando” (NABUCO: 36), o Nabucodonosor do Livro de Daniel. Uma figura escolhida na história bíblica, quando ele poderia ter optado por tantas outras figuras significativas, partindo inclusive dos brasões familiares. Mas ele escolheu o marcante exílio judaico que silenciara os seus ancestrais para o auto-retrato intelectual e psicológico.

Cabeça de homem, asas de águia, reunindo o maior conjunto possível de qualidades. Apenas os pés eram de barro, mas esses ficavam escondidas na grama” (NABUCO: 37)

A aproximação até jocosa com o imaginário bíblico não será uma amostra de humour judaico? É possível. Os pés de barro escondidos podem ser a frágil origem aristocrática de sua linhagem, no sentido de inferioridade jurídica dos cristãos-novos e os pés escondidos a ocultação desta herança. Aqui ele revelou parte do seu intimo, aristocrático e mítico. É como se dissesse este é o retrato da minha alma, mostrando inconscientemente a importância destes elementos para a composição de sua identidade.
Ao ex-libris e sinete de Joaquim Nabuco pode ser acrescentado um comportamento encontrado em outras linhagens cristã-novas e também judias, principalmente em dinastias rabínicas, a endogamia repetida praticada pelo clã. A endogamia não é apenas um mecanismo de proteção dos bens materiais, mas também dos valores étnicos e morais, pois tendo controlado a entrada de estranhos, se pode manter e repassar integralmente para as futuras gerações o seu patrimônio espiritual e genético. Pouco ou quase nada restou deste passado judaico, a não ser, talvez, ela que os trouxe intactos aos nossos dias e alguns valores morais, forjados no passado quando eram perseguidos.

NOTAS

[1] Mestre Thomas da Victória viveu em movimento, manteve relações comerciais com Castela, as Ilhas e o Marrocos. Acompanhou o Duque de Bragança na tomada de Azamor (1513). A sua descendência foi estudada por um deles, Dr. António Fernando de Sequeira Barbosa de Sottomayor (1899-1960), Juiz Desembargador da Relação de Lisboa, que deixou este material inédito ao neto, o Genealogista António Pedro de Sottomayor.
[2] A família Leão radicada em Minas Gerais descende deste casal. O Padre Severiano Antonio da Silveira Leão (1790-1866), tronco de farta descendência, pertence a ela. Em Portugal alguns ramos se aparentaram as famílias do Filósofo Spinoza e a família Aboab. V. Rubens R. CÂMARA, “As raízes judaicas da família Leão (do Porto e Minas Gerais)”, em Gerações/Brasil, maio de 1999, volume 5, nº 1, pp. 12-3; “Processo nº 2742, ano de 1618, do Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa contra Inês Henriques de Leão, solteira, cristã-nova, natural da cidade do Porto”, em Gerações/Brasil, junho de 2001, volume 10, pp. 11-4.
[3] Livro nº 29, folhas 25-vº e 26, apud Maria José Pimenta TAVARES, Os judeus em Portugal no século XV, II, pp. 134 e 904.
[4] Dom Santo de Carrión (1290-1369), o primeiro judeu a escrever em castelhano foi conhecido como Rabino Shemtov Ardutiel. Shemtov é pronunciado como “sentô” (daí Santo). Isto pode ser confirmado no refrão popular: “Duerme don Sem Tob, pero su dinero no”, fazendo a rima do nome com a negativa final. No Cemitério Israelita do Butantã (S. Paulo) está sepultado Santos Franco (1910-1961) cujo nome religioso é Shemtov b. Haim.

BIBLIOGRAFIA


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· GAYO, Manuel José da Costa Felgueiras. Nobiliário de Famílias de Portugal, I-XXVIII. Braga: Meireles e Afonso, 1938-40.
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· MOREIRA, Virgílio Moretzsohn. “As grandes famílias (2): Carolina conta os Nabuco”. Em: Manchete nº 1490, 8 de novembro de 1980, pp. 106-113.
· NABUCO, José Thomaz. Um Médico do Brasil Colônia: o Cirurgião-mór Manoel Fernandez Nabuco e a sua gente. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
· PAULO, Amílcar. “Os Judeus na cidade de Barcelos, ou o impedimento para que se não consulte o manuscrito – título dos judeus que sebatizarão em pé na Villa de Barcellos no de 1497”. Em: HaLapid nº 138, luas de junho, julho e agosto de 5706 (1947), p 1-2. Baseado no manuscrito “Traslado de Hum Caderno que achei na Caza de João de Sá e Sotomajor o qual papel serrefere a outro escripto e copiado por letra de Gaspar Borges Cujo título dizia livro da Geração de Judeos deentre Douro e Minho dos da Villa de Barcellos donde antigamente era sua sinagoga aqual: estava na Rua nova em Huuns cazaes que estão por baixo dos do Cantinho quando himos por sima a mão esquerda, e toda aquela Rua era dos Judeos. Como ainda hoje he, e por haver sinagoga nesta rua eser da Casa de Aborim tinha um privilégio que lhe concederão os reis deste Reino...”.
· RHEINGANTZ, Carlos G. “Galeria de Figuras de Projeção Nacional (XIV) – A família de Joaquim Nabuco”. Em: Brasil Genealógico. Revista do Colégio Brasileiro de Genealogia, tomo III, nº 1.
· VALADARES, Paulo. A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX. Fortaleza: Fundação Ana Lima, 2007.

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