Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

domingo, 10 de janeiro de 2010

OS PRIMEIROS JUDEUS DE S. PAULO. UMA BREVE HISTÓRIA CONTADA ATRAVÉS DO CEMITÉRIO ISRAELITA DE VILA MARIANA




Os Primeiros Judeus de S. Paulo. Uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana.
De Paulo Valadares, Guilherme Faiguenboim e Niels Andreas.
Rio de Janeiro: Fraiha, 2009, 336 páginas.
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Pertenço a um grupo de genealogistas que estuda genealogia judaica desde os anos noventa. O nosso primeiro trabalho publicado foi o Dicionário Sefaradi de Sobrenomes (2003) foi premiado como o melhor livro de referência pela Association of Jewish Libraries (EUA).
Continuando o nosso trabalho buscamos algo mais concreto para a genealogia judaica paulistana. Para isto levantamos a bibliografia sobre o tema e percebemos que havia pouca informação sobre os troncos que deram origem às atuais famílias da comunidade judaica paulista.
Quem foram os pioneiros?
Surgiu uma questão metodológica: que fontes usar para esta pesquisa?
A dificuldade de encontrar nos documentos de imigração a entrada dos judeus no país, já que o étimo “judeu” não é uma nacionalidade expressa em passaporte e nem todos os documentos identificam a religião do seu portador, obrigou-nos a procurar outras fontes. Ora, como uma característica judaica, é sepultar os seus mortos em cemitérios próprios por que não ir ao cemitério judaico mais antigo na cidade? Chegamos assim ao Cemitério Israelita de Vila Mariana, inaugurado em 1923.
Novas questões surgiram:
Por que um cemitério israelita exatamente na Vila Mariana?
Porque somente neste ano eles construíram o cemitério se havia judeus em S. Paulo desde o final do século XIX?
Quem eram eles?
De onde tinham vindo?
Assim durante três anos, em todos os domingos permitidos pela religião judaica, pesquisamos esse cemitério. Levantamos a documentação relativa ao tema existente na Prefeitura e Câmara Municipal paulistana e pela Chevra Kadisha, sociedade mantenedora do CIVM. Pesquisamos a literatura já publicada sobre outros cemitérios, livros, artigos em jornais e revistas, teses acadêmicas e depois fizemos o trabalho de campo anotando e traduzindo (do hebraico ou do iídiche para o português) cada lápide do CIVM, que transformamos em verbete biográfico e Niels Andreas – autor de “Sinagogas do Brasil” (2005) - fotografou-as.

Um comentário:

  1. Grande Professor Paulo Valadares, Temos boas recordações do Sr. Na Escola E.E. Major Adolpho Rossin.
    Um grande Homem. Um grande Abraço Adriano Melo

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